Belém aparece entre as capitais brasileiras com a pior qualidade de vida, segundo os dados do Índice de Progresso Social (IPS) 2026, divulgados nesta terça-feira (19). O levantamento evidencia que a capital paraense enfrenta sérios desafios em áreas essenciais, como bem-estar, infraestrutura urbana e oportunidades, ficando atrás de outras cidades da região Norte, como Manaus, Palmas e Boa Vista.
O IPS 2026 mede a capacidade dos municípios de atender às necessidades básicas da população, garantir bem-estar e ampliar oportunidades. A metodologia aplicada utiliza 57 indicadores sociais e ambientais, que são distribuídos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.
Embora Belém se consolide como um dos principais centros econômicos da Amazônia, o estudo demonstra que o desenvolvimento econômico isolado não é suficiente para garantir melhorias sociais. Fatores diretamente ligados ao acesso a serviços essenciais, segurança, educação e inclusão social continuam representando fortes entraves para a qualidade de vida em Belém.
Cenário na Região Norte
Entre as capitais do Norte do Brasil, Manaus, Palmas e Boa Vista registraram um desempenho superior ao de Belém no índice. O resultado reafirma a necessidade de políticas públicas voltadas para saneamento, moradia, saúde e preservação do meio ambiente, áreas fundamentais abordadas pelo estudo.
Porto Velho registra o pior índice do Brasil
Na outra ponta do ranking nacional, Porto Velho (RO) foi classificada como a pior capital para se viver no país, somando apenas 58,59 pontos. A capital rondoniense demonstrou dificuldades críticas, especialmente em infraestrutura urbana e serviços básicos.
No componente Água e Saneamento, Porto Velho obteve a nota 35,42 — uma das mais baixas do Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) corroboram o cenário, apontando que apenas 21,95% da população local possui acesso a um esgotamento sanitário adequado. A cidade também apresentou baixo rendimento em Segurança Pessoal (47,19) e Qualidade do Meio Ambiente (43,02). Apesar dos índices negativos, Porto Velho teve um desempenho relativamente positivo no acesso à educação superior, com nota 67,23.
Curitiba lidera o ranking nacional com 71,29 pontos
No topo do IPS 2026, Curitiba (PR) foi apontada como a melhor capital brasileira, alcançando 71,29 pontos. O destaque da capital paranaense está fortemente atrelado aos seus indicadores de saneamento, moradia, educação e inclusão social.
A cidade atingiu notas expressivas de 86,26 em Água e Saneamento e 92,42 em Moradia. Segundo o IBGE, Curitiba conta com uma cobertura de esgotamento sanitário de 96,91%, além de arborização em mais de 85% de suas vias públicas, taxa de escolarização de 98,48% entre crianças de 6 a 14 anos e um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,823.
Mesmo com a liderança isolada, Curitiba também possui seus gargalos. O componente Saúde e Bem-estar recebeu nota 44,07, e Direitos Individuais marcou apenas 26,36 pontos, revelando que a melhor capital do país ainda precisa lidar com fragilidades em inclusão, violência e acesso pleno aos direitos.





Moro em São Paulo mas sou Paraense! Adoro minha cidade mas tenho motivos fortes para morar em São Paulo! Bom, na minha opinião tanto Belém como qualquer outra cidade deveria se espelhar na cidade modelo, menos na tristeza de lá, Belém é animada e lá é triste..mas Belém se organizando e sempre alegre seria maravilhoso! A princípio começar com campanhas, anúncio na TV cada um com sua lixeira em frente sua casa etc..